Arquivo da categoria ‘o que se passa por dentro’

h1

Mamãe, já sou grandinha!

Agosto 1, 2009

Priscila:

- O que você sentiu quando eu nasci?

Mãe da Priscila:

- (…) Gases.

Ontem por volta da hora do almoço, eu completei 21 anos.

Bem … com 21 anos minha amada mãezinha já estava casada, semi-formada e tinha um bebê a tira colo.

Com 21 anos tenho amigos(as) que estão se formando e pensando em se casar.

Com 21 anos tenho amigos(as) semi-independentes financeiramente ou que passaram em um dos milhares  de concursos públicos, e agora podem mamar tranquilamente nas tetas do governo.

Enfim.

Já faz algum tempo que ando remoendo sobre o que realizei e o que quero realizar nos últimos/próximos anos. E o primeiro pensamento que tive foi:  ”Cara, eu estou velha! Preciso fazer tudo o mais rápido possível! Acompanhar o ritmo dos meus amigos.”

Se sentir velha não é sentir alguns anos acumulados. Mesmo porque sou jovem. Mais sim, sentir que sua idade não condiz com suas conquistas.

Uma amiga me disse uma vez que se sentia velha, que estava vendo todos que conhecia se casarem, pessoas da idade dela aliás, e da minha. Acho que entendi o sentimento dela. Porque na maioria dos casos, quem diz se sentir velha, na verdade se senti atrasada. O tempo parece muito pouco para fazer todas as milhares de coisas que queremos.

Mas a questão é … qual o seu tempo, o seu ritmo?

“Eu não tenho diploma algum na mão. E não terei tão cedo. Hum…. adoraria fazer uma pós fora do país. Mas aí, com certeza não estarei casada antes dos trinta. (…) Poxa eu quero ter filhos! Será que vão baratear os custos para congelamento de óvulos? Talvez eu adote(…) Mas uma criança exige muito. E não quero ficar parada num mesmo lugar, quero viajar! (…) Mas também quero ter uma velhice tranquila com netos … ah … mas eu não vou sobreviver só de aposentadoria depois. Vou abrir meu próprio negócio para envelhecer tranquila. E quem sabe eu passo por cima da genética cancerígena, cheia de artroses e artrites, e morro dormindo numa rede com um rouxinol cantando no meio ouvido?”

O fato é, o tempo parece muito curto quando você pára para calcular o quanto será necessário para fazer tudo o que quiser. Ficaria mais tranquila se fosse uma tartaruga, ou que pudesse viver tanto quanto um carvalho.

Mas eu vou viver no máximo até uns 80 ou 90, se der tudo certo. Então eu poderia acelerar as coisas.

*Insight

Poxa, se eu for com pressa vou meter os pés pelas mãos. Eu me conheço. Sinceramente,…. quem se importa com o meu ritmo sou eu mesma. Meu ritmo pode parecer lento para muita gente. Mas que se foda, não vou tomar decisões precipitadas.

Foi pensando nisso que hoje desisti de minha vaga em psicologia.

Eu realmente ia fazer minha inscrição. Estava decidida e com toda a documentação pronta. Meus planos eram: continuar estudando para medicina e fazer a faculdade de psicologia junto, além de administrar a clínica de fisio.

E aí eu iria morrer de estafa e não dormindo com um rouxinol cantando ao lado. Ok, brincadeiras a parte. Prefiro fazer uma coisa bem feita do que várias coisas aos trancos e barrancos. Minha meta é: dar tudo de mim, e não sair do meu foco principal, que é ser médica uma dia. Burrice? Teimosia? O mundo que entenda como bem entender. Vivendo cada dia com afinco eu chego onde quero.

^^V

 

Parabéns para mim!

h1

O Vesúvio de cada dia.

Outubro 20, 2008
Em 24 de agosto de 79 d.C. na cidade de Pompéia, o Vesúvio foi o responsável por acabar com praticamente 80% da população de total de 20 mil habitantes, depois de 900 anos de total inatividade.

Em 24 de agosto de 79 d.C. na cidade de Pompéia, o Vesúvio foi o responsável por acabar com praticamente 80% de um total de 20 mil habitantes, depois de 900 anos de total inatividade.

“Ela é uma pessoa calma.” Alguns leigos dirião de mim.

A eles eu esclareço meu temperamente como o meu amigo Vesúvio. Posso passar 900 anos de calmaria mas em algum momento posso explodir.

O que as pessoas não compreendem é simples. Se não houvesse pressões e forças ocultas nada discretas, eu ficaria feliz em ficar calminha. Sempre odiei brigas, o clima fica horrível. Hoje fujo delas como o Diabo foge da cruz. Evito pessoas, assuntos e situações.

Porém sempre há algo ou em especial alguém que me tira da divina tranqüilidade. Os resultados nunca são bons.

Uns dos meus mais freqüentes barracos ocorrem com meus pais. É um caso clássico de família. Minha idade não permite “língua de fora” e conflitos de adolescente sem causa. Não bato o pé porque quero ir ao show do Ira, no qual uma amiga da minha mãe ficou sabendo que lá tem drogas e um moleque foi baleado. Passei essa fase muito bem obrigada. O meu problema é conflito de ideologias. É um assunto para a vida inteira. Não vou me aprofundar.

Outro barraco que sempre ameaça ocorrer, mas que eu refreio, se refere à minha indignação diante de pessoas que não veêm um palmo diante dos olhos. Nesses momentos eu respiro fundo e penso comigo: ” Calma Priscila, não adianta falar isso. Têm que enxergar o caminho por si próprios.Talvez achem que é intromissão sua ou grosseria.” E realmente, posso falar, que minha intenção é sempre boa. Mas ao ver que alguns passam a vida toda na mesma tecla, isso me irrita. Será que não veêm as consequências? São cegos? Para meu desgosto minha incapacidade de modificá-los e esclarecê-los é tão grande quanto a cegueira deles.

A idéia de conformidade, infelizmente, parece que atinge o país todo como uma epidemia. ” Eu ganho pouco, mas é o suficiente para todos aqui. O que importa é ter saúde!”  Saúde? O cara pode estar com uma gangrena na perna e mesmo assim se dizer sadio. “É uma coisinha á toa, só coça um pouco!”

Pelo amor de Deus povo brasileiro! Deus não é brasileiro, não! Deus quer mais é que você se vire!

O caso que já virou clichê. O consumismo que empapa a todos. Não tenho problema nenhum com comprar e consumir. Mas se você quer gastar o rabo comprando com o que não tem, eu não acho uma boa idéia. Quer gastar? Trabalhe e adiquira conhecimento para isso antes de pensar em fazer qualquer outra coisa!

A terceira e última indignação e motivo da minha futura hérnia, é a juventude. Essa que se resumi na figura inigualável de minha irmãzinha mais nova. Felizmente ela não está grávida ou é uma menininha promíscua e fútil. Mas ela tem uma letargia que me dá comichão.

Enfim, pensando em minha futura hérnia, eu gentilmente procurei essa figura. De agora em diante declaro fundado o movimento “Foda-se!”.

Os que se identificarem com minha causa por favor sintam-se sócios.

Foda-se!

Foda-se!