Arquivo da categoria ‘social’

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Vão patentear o Brasil.

Julho 18, 2008

Rio Amazonas

Rio Amazonas

Ao povo brasileiro pertence a terra que habita e são reservados a ele o direito de aproveitá-la para seu sustento sem depredá-la. Os recursos, as riquezas, tudo que nela floresce pertence à nação. A soberania é irrefutável. No entanto, outros países tentam se infiltrar, derrubar, contornar a soberania brasileira utilizando-se de idéias fraternas, com preocupação de cunho ambiental. Caluniosos, escondem seu verdadeiro intuito, a usurpação.

Este falso sentimento é facilmente derrubado. Insinuam, tomamos como exemplo, a desorganização em relação à dirigência do Ministério do Meio Ambiente, contudo, continuam a expelir monóxidos e mais monóxidos. As mesmas nações que reclamam a Amazônia são as que mais depredam e poluem. Neste momento não são recordados os trâmites do Protocolo de Kyoto. De modo que alguns países fatidicamente não adotaram o compromisso de reduzir suas emissões combinadas de gases de efeito estufa em pelo menos 5% em relação aos níveis de 1990 até o período entre 2008 e 2012. O documento promete produzir uma reversão da tendência histórica de crescimento das emissões iniciadas nos países protocolados há cerca de 150 anos. Isso seria se o maior refutador da soberania brasileira em seu “American way of life”, responsáveis por 5,48 emissões per capita tonelada/ ano, admitisse sua fratulência.

A saúde do meio ambiente obviamente pertence à comunidade mundial. Mas, acima disso está o respeito humano. Não se interfere livremente em ecossistemas alheios. Quando concedermos tal invasão em nosso território poderemos reedigir e assinar nosso pacto colonial. Porque então voltaremos à antiga condição de vassalagem.Seria tal que confirmaria nossa incompetência. Já sugerida em publicação no jornal inglês The Independent, “Uma coisa está clara. Essa parte do Brasil (a Amazônia) é muito importante para ser deixada com os brasileiros.” Supomos então que devemos deixá-la nas mãos de esnobes amantes de hipismo e concursos caninos. Depois da pausa para o chá das cinco é claro. Ocorrido isto não perderemos apenas a patente de uma fruta típica, mas sim a patente de um ecossistema inteiro. Vão patentear o Brasil!

Abre o olho, o cupuaçu é nosso!

Abre o olho, o cupuaçu é nosso!

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Sobre o julgo do pretzel

Julho 14, 2008

O homem vitruviano de pretzel

“Tia, me dá um pretzel de chocolate?”

Foi isso que ouvi juntamente com três de meus amigos numa tarde de… enfim, numa tarde no shopping. Realmente ninguém no mundo espera ser abordado por um garotinho de olhos brilhantes mendigando num shopping center. Sim, porque o shopping é um mundo por dentro do mundo, e lá, esperamos estar desligados de todo o resto.  Logicamente ninguém quer ser obrigado a desviar o olhar de alguém deitado no chão e coberto por um jornal. Ou de crianças em estado de alfa total. E dignas mulheres (ou não) fazendo seu trabalho de “prestação de serviços corporais”. Enfim… como algo assim pode acontecer nesse mundo a parte? O mundo maravilhoso dos shoppings centers?

Segundo meus amigos, aqui identificados como João, Maria e José, existiriam duas hipóteses para o evento sobrenatural.

1º o moleque estava com amigos e o pedido não foi nada mais do que uma aposta;

2º o moleque barrou realmente o segurança e entrou a fim de saciar seu vício de pretzels de chocolate;

Vamos analisar. A primeira hipótese pode ser descartada. Já que a roupa do garoto estava digamos, arejada. A segunda hipótese pode ser verdadeira, exceto pelo fato de que aqueles macacos, que se encontram nas portas automáticas, não podem ser enganados tão facilmente. Se bem que eles nem olham na sua cara. Então o guri pode ter entrado sim, sem se perceber.

Depois fiquei matutando com meus botões. O que interessa no entanto nada tem a ver com como ele entrou, ou se era um garotinho de olhos pidões ou apenas um sarrista. O “x” da questão era, porque me senti de forma tão estranha? Como que ultrajada? Nós quatro tínhamos algum dinheiro, mas nenhum de nós pagou algo para o dito cujo da história. E daí que ele estava com vontade de comer pretzels? Poderia estar com fome, comeria um prato de comida se lhe oferecessem. Se esse for o argumento de alguém. “Se você estiver com fome te compro um prato de comida na praça de alimentação, mas não vou te dar um pretzel.” Pelo amor de Deus, o guri não vai tragar o pretzel! Talvez nunca tenha comido algo assim, ou apenas estivesse com vontade. Todo mundo tem isso. Além do arroz com feijão também desejamos outras coisas. Isso se chama poder de compra. Isso se chama desejo. Isso se chama qualidade de vida. Coisas que talvez aquele piá nem sabe o que é.