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Uma agulha no palheiro.

Setembro 9, 2008

Fato, estou escrevendo sobre forte influência de um filme  de drama romântico a que assisti. “Griffin & Phoenix”, com Amanda Peet e Dermont Mulroney, aqui no Brasil intitulado “O amor pode dar certo”. Simplesmente perfeito. Preparem uma boa reserva de pipoca e muitos lencinhos de papel caso pensem em assistir a esse lindo filme.

Griffin & Phoenix

Griffin & Phoenix

É uma produção muito especial. Conta a história de um casal que se ama muito e faz coisas legais e especiais juntos. Eles querem aproveitar cada segundo, porque resta muito pouco para os dois. Contudo não vim aqui para comentar sobre o filme. Reservo-me apenas ao direito de permanecer sobre a influência dele e desabafar experiências próprias, magníficas experiências. De fato, isso não me é esforço algum. Já que o filme foi uma espécie de exteriorização do que acontece comigo.

Conheci meu atual namorado no último ano do colegial. Beijei-o  ao lado da fonte do colégio. E instantâneamente ocorreu um pedido de namoro. Foi aceito com um pouco de desconfiança, não posso negar. Mas valeu arriscar.

Ele é meu melhor amigo. E embora ninguém me entenda realmente, ele é o único que tenta exaustivamente me compreender. Agradeço ao esforço Luquinha. \o

Lutei com ele diversas vezes. Ganhei todas! TODAS! Mas o resultado não pode ser chamado de justo. Querendo ou não, sempre pegou leve comigo. Porque sou mulher e porque carrego o nobre título de namorada. Como vale tudo, posso utilizar dessas vantagens para triunfar soberanamente sempre.

*risada maléfica* 

Bem feito se ele me trata como “café com leite”.

Ele é o único que come meus sanduíches com cara de nojo e diz que está ótimo. E depois quando pergunto várias vezes ele acaba confessando: “Tá horrível, o que é esse troço amarelo?” 

Ele é o cara que beijei na chuva. Ele é o cara que jogou folhinhas no meu cabelo para mostrar como é legal se sujar. É ele que defende as pobres formigas do mundo de mim. É ele que defende eu do mundo. Ele plantaria bananeira no Saara por mim. E eu imitaria ele. Seríamos dois idiotas apaixonados torrando num deserto.

Faz-me rir, porque é a pior imitação de português que já vi na vida, puta-merda o pá! E ele atura todas as piadas que eu conto, isso é que é amor!

Por falar em piada:

Mineiro: “Tô com vontade de comer um trem!”

Gaúcho: “Tchê …

…tchê

…tchê … tchê..tchê-tchê-tchê-tchê-tchê!”

huahuahahuhuahuahuahuahuahuahauhauhau!!!

Em um momento complicado estive com ele, quando alguém foi embora pra sempre. E quando o clima ficou sufocante, fomos a um prédio em construção abandonado e ficamos na beira olhando a rua embaixo. Ele deitou no meu colo e eu fiz cafuné nele. Eu cuidei dele.

Ele me traz barras de chocolate derretidas, me dá miniaturas de bichinhos de pelúcia. Tenta fazer lavagem cerebral para que eu goste de Final Fantasy e conspira para que um dia eu desenhe sem por os narizes nos pobres coitados, como em Tactics. Ele faz macarrão com linguiça, e fica perfeito. Ele faz panquecas. Ele prepara sorvete com leite condensado, cobertura e castanhas para ver eu comer tudo gulosamente e me melecar toda. Ele tem bons filmes, boas músicas, ótima conversa, um abraço maravilhoso, um senso de humor diferente e perfeito. Ele não tem senso nenhum de moda mas ama me ver de vestido. No guarda-roupa de ‘Blue’ tudo é azul.(piada interna)

Luquinha reclama que não existem muitas meninas que curtem games. E que seria perfeito namorar uma (no caso fazendo chantagem para que eu seja assim)  que fosse capaz de vencê-lo no smash bros. Mas não se dá conta que as pobres garotas foram banidas dos controles pelos próprios meninos. Perdi as contas das vezes em que fui deixada de lado enquanto “os moleques” jogavam. Em aniversários, pelos primos, enfim…. um dia desisti… me resignei ao Super Mário Bros sem save do meu nintendo.

Eu adoro seus olhinhos indígenas, meigos e pequenos. Amo ouvir o som da sua risada. Seu tom de razão quando fala sobre algo que julga ter domínio.

Eu o amo em todos os sentidos. Todos os momentos juntos dele são surreais. Ele faz parte de mim. Faz parte do meu corpo. Ele sou eu.

 

Lucas

Os olhinhos que mais amo no mundo. (...) Não, ele não é japonês!

 

Trecho dedicado ao Sr° Leonardo Triandópolis Vieira;

Mediante falsária acusação, de tom inegavelmente maldoso.

 E que fique bem claro, nosso relacionamento não se baseia em coisas secundárias e triviais. Não estamos juntos por ideais, estamos juntos por amor. Não queremos construir uma empresa. Queremos construir uma vida. O resto é consequência.

=P

2 comentários

  1. Animal.


  2. “Não existe ofensa e nem ofensor. Apenas Ofendido”.
    Eu nunca questionei o relacionamento de você e meu irmão Lucas. Aliás, as pessoas perdem muito tempo das suas vidas pensando no que as outras vão pensar.
    Talvez meu irmão se incomode por eu desfrutar do silêncio. Enquanto ele se delicia em imaginar coisas que saem de minha boca.
    Certa vez meu irmão ofendido com o que você disse a ele, veio me perguntar se minha namorada morresse, se eu viveria com outra pessoa. Minha Resposta: – Não há como eu deixar a Melina e nem como ela me deixar pois ambos somos UM. Morte é sinônimo de tempo, e pra mim o tempo não existe, apenas o constínuo. Logo, eu procuro viver sempre no agora. Porque nem passado e nem futuro existem, são criações de mentes confusas e perdidas.
    Você disse que deseja construir uma vida, eu lhe aconselho a plantar uma vida! Pois esta é só uma. E Amor é Pura energia, logo, direcione suas energias para o agora! Energias negativas apenas afastam as pessoas da vida (jesus mesmo disse que a maioria das pessoas são mortos que enterram seus mortos!)
    Espero que não venha mais se ofender com coisas que não existem, e que você possa desfrutar ao máximo do Agora!

    Namastê.



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