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Nos embalos de sábado a tarde.

Julho 16, 2008

kamehamehaaaaaaaaaaaaááá !

Meus sábados começavam por volta das oito da manhã. Enquanto meus pais dormiam até um pouco mais tarde e minha irmãzinha Chatila dormia na cama ao lado, eu saía silenciosamente para a sala de tv. Durante a manhã de sábado passavam os desenhos reprisados das manhãs da semana anterior. Já que eu praticamente sempre estudei de manhã.  Via Dragon Ball, Fly, e uns outros que não me lembro agora.

"...pois todo herói de verdade pelo bem sempre tem que lutar!"

Depois vinha os seriados americanos. Assistia Blosson (o jeito dela de se vestir era estranho mas eu adorava, e apesar de muita gente achá-la feia, eu achava ela linda), Felicity, Hércules, Shena, e mais uns outros que também não lembro os nomes, porém com episódios vivíssimos na minha lembrança.

olha que estilo!

 

O almoço se compunha de churrasco, lasagna, macarrão, e os demais pratos que a gente costuma comer nos finais de semana e não durante ela. Depois vinha a sessão jardinagem. Minha família sempre gostou muito de samambaias, avencas, licopódios, brilhantinas, e qualquer outra planta que se possa pendurar em paredes. Isso foi herança da minha avó paterna, a Dona Gracinda. Enfim, nós podávamos, colocávamos húmus, regávamos, trocávamos de xaxim (isso foi antes de eu descobrir que o xaxim era também uma planta, e que pela extração excessiva, estava  ficando extinta). Dávamos toda a atenção e carinho. E elas cresciam vistosas e alegres.

Depois da sessão jardinagem era a hora da catequese. Acho que começava umas duas ou três horas. Eu tomava um banho rapidinho e saía de casa. Andava uma quadra e chegava na igreja. Ao contrário de algumas crianças, eu curtia ir na catequese. Lá eu fazia alguns poucos coleguinhas, coisa que não se repetia com frenqüência na escola. Eu me lembro até do nome da catequista que me acompanhou até a 1ª eucaristia. Era a Tia Judite. De vez em quando eu esbarro com ela na igreja. Ela ainda se lembra de mim, *-* .

Depois da catequese tinha a missa das crianças, com um padre que fazia cosplay de Jesus, o Frei Domingos. Ele tinha cabelos castanhos e compridos até os ombros, eu achava um máximo o frei cabeludo. Pena que hoje ele tenha abandonado o visual. Era legal pakas.

achei isso muito hilário, precisava por aqui!

Eu quase sempre ia na missa de sábado. Sempre conversava. Mas mesmo assim eu prestava atenção na celebração. Outras vezes eu não ia. A opção substituta era passear no jardim dos padres. Atrás do centro catequético e da igreja ficava a casa deles. E tinha, aliás, ainda tem, um jardim com horta e árvores frutíferas. Eu e uma colega nos aventurávamos por lá. Também íamos nos esconder para que a Tia Judite não fosse atrás da gente. Tinha que dar umas voltas por umas casinhas e aí se chegava num cantinho perto do muro da rua, onde tinha um monte de caramujos grudados nas paredes. A gente ficava ali, conversando e esperando a missa acabar para ir para casa. A gente achava que era um lugar secreto. Infelizmente um dia descobrimos que não. Encontramos dois moleques por lá. Desde então não voltamos.

Ao entardecer eu voltava para casa. Esse era o horário de Jornada nas Estrelas. Poxa, como aquilo era bom. A gente assistia a uma bateria de Jornada nas Estrelas. Tínhamos tv a cabo na época, então nós víamos o episódio do dia, a reprise da semana passada, trocávamos de canal e assistíamos outra temporada na tv local.

jamais vi orelhas tão sexys

tudo bem que ele é um andróide, mas precisava ter cor de defunto?

Nossa, as pedras de papelão da versão mais antiga são empagáveis. O Spock (antigão) e o Data (mais novo) eram os melhores.

Meus sábados se compunham mais ou menos disso. À noite a gente saía para a feira central, que na época não era tão higiênica quanto é hoje, ou comia lanche na Mato Grosso/ Afonso Pena. Era tudo simples e mágico. Era perfeito.

Feira Central de Campo Grande, aqui ela está vazia, mas lota no sábado e na quarta.

Feira Central de Campo Grande, aqui ela está vazia, mas lota no sábado e na quarta.

Feira Central de Campo Grande, vista de uma das barraquinhas de sobá.

Feira Central de Campo Grande, vista de uma das barraquinhas de sobá.

5 comentários

  1. Tirando a virgindade de comentario do blog da Pri!


  2. Priscila,
    Sempre achei o seu modo de vida bem peculiar. Dragon Ball, Hércules e Shena também fizeram parte da minha vida e excetuando-se o Goku que durante algum tempo foi o meu protótipo de homem ideal – bonitinho e bobinho – (não se preocupe, já faz tempo que eu mudei de opinião, eles não foram assim tão marcantes. Tenho algumas lembranças remotas. O efeito da minha babá eletrônica, agora percebo, não foi assim tão grande. Quanto ao gosto sobrenatural por plantinhas, nunca soube o que isso. Apesar de ter nascido na Amazônia, meu amor pelo reino vegetal – ou metaphita, como um certo professor me ensinou – não foi além das aulas de botânica. A catequese também nunca foi a minha atividade predileta. A fera, nem se fala, nunca fui lá. Nem na velha, nem na nova (meu pai diz que eu fui, mas não me lembro, então não conta). Decididamente, Priscila, não temos nada a ver. Deve ser por isso que gosto tanto de você. Adorei seu texto. Seu refinamento estético é muito bacana. O estilo é intimista, mas não é meloso, nem melodramático. Sem frescura. Com um humor genuíno. Perfeito. Como você.


  3. ahhh… isso a maioria seguee o// embora eu sempre acordei tarde dia d sbdo ;x mas qnd agnt tava la na voh pri, lembra ? vc levava o super nintendo *-* nossa, q tempo bom i agnt n sabia ;~ agora q comecei a escrever deu mta saudade… teu blog ta lecauu :D D dei uma lida geral akii gostei ;) bjo prima ;*


  4. Uaaaauuuuuuuuuuuu!!!!!
    Olha só quem apareceu!
    *Fuçando no blog*

    “Orientação sexual: heterossexual”
    [ctrl+c ctrl+v do orkut: detected]

    Corrigindo—> Pois todo herói de verdade PELO BEM sempre tem que lutar.


  5. =P…eh… péssima memória a minha.



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