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Mamãe, já sou grandinha!

Agosto 1, 2009

Priscila:

- O que você sentiu quando eu nasci?

Mãe da Priscila:

- (…) Gases.

Ontem por volta da hora do almoço, eu completei 21 anos.

Bem … com 21 anos minha amada mãezinha já estava casada, semi-formada e tinha um bebê a tira colo.

Com 21 anos tenho amigos(as) que estão se formando e pensando em se casar.

Com 21 anos tenho amigos(as) semi-independentes financeiramente ou que passaram em um dos milhares  de concursos públicos, e agora podem mamar tranquilamente nas tetas do governo.

Enfim.

Já faz algum tempo que ando remoendo sobre o que realizei e o que quero realizar nos últimos/próximos anos. E o primeiro pensamento que tive foi:  ”Cara, eu estou velha! Preciso fazer tudo o mais rápido possível! Acompanhar o ritmo dos meus amigos.”

Se sentir velha não é sentir alguns anos acumulados. Mesmo porque sou jovem. Mais sim, sentir que sua idade não condiz com suas conquistas.

Uma amiga me disse uma vez que se sentia velha, que estava vendo todos que conhecia se casarem, pessoas da idade dela aliás, e da minha. Acho que entendi o sentimento dela. Porque na maioria dos casos, quem diz se sentir velha, na verdade se senti atrasada. O tempo parece muito pouco para fazer todas as milhares de coisas que queremos.

Mas a questão é … qual o seu tempo, o seu ritmo?

“Eu não tenho diploma algum na mão. E não terei tão cedo. Hum…. adoraria fazer uma pós fora do país. Mas aí, com certeza não estarei casada antes dos trinta. (…) Poxa eu quero ter filhos! Será que vão baratear os custos para congelamento de óvulos? Talvez eu adote(…) Mas uma criança exige muito. E não quero ficar parada num mesmo lugar, quero viajar! (…) Mas também quero ter uma velhice tranquila com netos … ah … mas eu não vou sobreviver só de aposentadoria depois. Vou abrir meu próprio negócio para envelhecer tranquila. E quem sabe eu passo por cima da genética cancerígena, cheia de artroses e artrites, e morro dormindo numa rede com um rouxinol cantando no meio ouvido?”

O fato é, o tempo parece muito curto quando você pára para calcular o quanto será necessário para fazer tudo o que quiser. Ficaria mais tranquila se fosse uma tartaruga, ou que pudesse viver tanto quanto um carvalho.

Mas eu vou viver no máximo até uns 80 ou 90, se der tudo certo. Então eu poderia acelerar as coisas.

*Insight

Poxa, se eu for com pressa vou meter os pés pelas mãos. Eu me conheço. Sinceramente,…. quem se importa com o meu ritmo sou eu mesma. Meu ritmo pode parecer lento para muita gente. Mas que se foda, não vou tomar decisões precipitadas.

Foi pensando nisso que hoje desisti de minha vaga em psicologia.

Eu realmente ia fazer minha inscrição. Estava decidida e com toda a documentação pronta. Meus planos eram: continuar estudando para medicina e fazer a faculdade de psicologia junto, além de administrar a clínica de fisio.

E aí eu iria morrer de estafa e não dormindo com um rouxinol cantando ao lado. Ok, brincadeiras a parte. Prefiro fazer uma coisa bem feita do que várias coisas aos trancos e barrancos. Minha meta é: dar tudo de mim, e não sair do meu foco principal, que é ser médica uma dia. Burrice? Teimosia? O mundo que entenda como bem entender. Vivendo cada dia com afinco eu chego onde quero.

^^V

 

Parabéns para mim!

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Estica, puxa e contrai

Junho 5, 2009

Saudações leitores!

Hoje trago-lhes um motivo maior para acordar todas as manhãs.

E esse motivo é você!

Siiimm, a sua, a minha, a nossa saúde (frase coreografada)!

Enfim, falo do nosso corpo meus caros e ao tratamento que damos a cada kilograma da nossa massa corpórea.

Ainda que eu seja um organismo um tanto parado minhas sinapses já captaram a sensação de praticar algo para cuidar da  saúde e corpo. E posso dizer que é muito bom.

^^V

A velha máxima de que aumenta a disposição e a alegria é a mais pura verdade.

Quando pequena fazia natação. Os demais esportes sempre foram meio caóticos para mim. Falando francamente, tudo que envolve bola é caótico para mim. E a água sempre foi a minha amiguinha de todas as horas.

Depois de um tempo larguei a natação. Fiquei sem nada durante um tempinho e já no final da minha vida escolar fiz um ano de ballet contemporâneo. E ainda que não fosse profissional, mesmo sendo coisa de colégio, era maravilhoso.

Desde então ando as turras com meus adormecidos músculos e com meus extras energéticos  na dita circunferência abdominal, coxas, braços e tudo o mais que aumenta quando se abusa do mundo maravilhoso da culinária.

Felizmente dez quilos foram embora desde o ano passado. Mas não houve nem sombra de exercício físico nesse período, tirando as caminhadas de meia hora que fazia do cursinho para casa, é claro. Portanto meus pobres músculos continuaram esquecidos.

E eu não preciso lembrar o que acontece quando se emagrece sem se mover efetivamente. Eu estou mole….MO-LE…  tudo balança quando ando (olha aí a típica autodesvalorização e paranóia feminina)… não sei se Deus vai ser bonzinho comigo a me dar a graça de ser plenamente gostosa do dia para a noite, como peço todos os dias em minhas orações pessoais….u.u

Mas heis que surgi uma saída, uma luz no fim do túnel, que na verdade sempre esteve na minha cara brilhando em neon rosa choque e eu nunca me dei conta.

A minha disposição, bem na sala da frente nesse momento, está acontecendo uma aula de pilates  (sim, porque estou atualizando meu blog no horário de trabalho..não façam isso! é feio!). A clínica é da minha família, e a fisioterapeuta é a minha mãe.

O neon fez sentido agora, não?

Já fiz algumas aulas e gostei. Pilates não é o tipo de coisa carésima. Não é só a Madonna que faz. E não, se você é mulher e fizer, não vai ficar como ela..ou ele, ultimamente ando em dúvida.

Mas o que é Pilates, hum… aqui vai uma palhinha e uma definição da wikipédia aqu

Mas se eu fosse você faria uma aula experimental na minha clínica…XD ..para sentir na pele (e nos músculos) a dor..ahm..cof cof…quer dizer…SATISFAÇÃO…de praticar um exercício físico aliado a alongamento.

Não, não é Yoga (ainda que tenha influênciado a técnica).

Joseph Pilates

Joseph Pilates

O pilates nasceu com as técnicas que um cara chamado Joseph Pilates criou. Ele viveu longos anos praticando pilates…chegou aos noventa supimpa, tocando os pés com as mãos e fazendo coisas que o pessoal do Cirqe du Solei duvidaria.

Os exercícios  são feitos no solo, com ou sem bola suiça, em aparelhos que usam sistema de molas ou invés de pesos, no fast (que é uma plataforma de fibra, mais usado para fortalecer braços e costas), e há até adaptações para a piscina. Trabalham a respiração, a concentração, a postura. E promovem condicionamento físico sem hipertrofiar os músculos e dando atenção especial aos ligamentos. ^^

Exercício em bola suiça

Lógico que as imagens são para impressionar você, …. alguns movimentos são feitos a custa de alguma experiência e condicionamento físico. No começo temos exercícios mais leves e menos complexos.

Não vou mentir… nas duas primeiras sessões tudo vai doer… mais depois é moleza. Nós temos inclusive pacientes de 70 a 80 anos que adoram fazer.

E bem… se eles conseguem… por que eu também não consigo? É uma afronta uma velhinha ser toda saudável e eu na flor dos meus vinte anos ter uma bunda com cara de “quadro do palhaço triste”.

Certo?

Fica a dica também para experimentar. As minha aulas começam semana que vem.

E caso você more em Campo Grande, venha na clínica.

Fisionlife Fisioterapia e Reabilitação Ltda

Sebastião Lima, 1297

3026 8809

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Uma boa mentira.

Maio 7, 2009

Em algum lugar do mundo é certeza confirmada que sempre haverá alguém quebrando a cuca com uma crise de identidade envolvendo entidades divinas, tão superiores, perfeitas, intangíveis, enfim…o tipo de coisa da qual só se pode acreditar cegamente.

E talvez, passe pela mente do(a) Fulano(a) nesse mesmo cantinho do mundo, que Deus, assim como Papai Noel ou o coelhinho da páscoa, não passa de uma mentira reconfortante, uma boa mentira.

Provavelmente essa pessoa vai passar a vida inteira filosofando e jamais chegrá a uma conclusão definitiva.

Indagar é legal. A curiosidade é inerente ao ser humano e fator essencial para o conhecimento. Mas nossa capacidade de entender Deus ou de mesmo questionar sua existência é comparada aos questionamentos de uma formiga. Ou seja, jamais alguém chegará a uma resposta, muito menos o mundo chegará a um conscenso sobre isso. E é por isso que temos guerras cheias de ideais religiosos e nenhuma compaixão e zero de amor ao próximo. Existem mais versões de Deus e de deuses do que ácaros no meu colchão.

Então para que discutir?

Para que discutir Deus?

É muito mais simples  mais reconfortante, além de mais seguro, crer.

É um pulo no escuro, fato. Mas há algo, tem que haver. Algo muito maior, que una tudo, que seja só amor, o supra sumo do amor.

Há pessoas que acordam todos os dias felizes e sem crises, mesmo sabendo que sua vida, a evolução, o seu cão, seus problemas, o universo, são casos do acaso. Tudo bem.

No entanto o resto do mundo precisa de algo mais. Algo onde possa se segurar. A psicologia explica que Deus é uma necessidade humana. Ele existe graças a nossas carências e imperfeições. Sua bondade e justiça são conceitos de uma convivência pacífica em sociedade criada por nós. Ele está presente, preenchendo os “bugs” da ciência. Ou seja, o homem criou Deus para servi-lo.  Segundo uma frase de Millôr Fernandes,  “O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde”.

Ainda assim, e mesmo apreciando muito a psicologia, estou me lascando para a racionalidade dessa teoria.

Sou muito feliz por acreditar em algo que seja maior que eu, alguém que ouça todas as minhas bobagens sem revirar os olhos, que me repreenda quando necessário e me acalente quando eu precisar, alguém que permita meu sofrimento sabendo que no final o aprendizado e toda a força adquirida compensariam todas as lágrimas. E por fim, alguém que me ame incondicionalmente com o maior amor de todos os tempos e me valorize tanto quanto a imesidão do universo. Esse super paizão acredita em mim, em todo o meu potencial, e me deu tudo o que precisava para atingir o clímax.

É bom acreditar nisso. É quentinho e reconfortante.

Se é uma verdade incontestável ou uma boa mentira, eu não ligo a mínima. Acho que o  resto do mundo deveria tomar a mesma atitude.

Já repararam que esse cara faz em sua maioria papéis em que representa ou um presidente ou Deus?

Já repararam que esse cara faz em sua maioria papéis em que representa ou um presidente ou Deus?

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Guia do Mochileiro das Galáxias

Abril 30, 2009

Um momento, estou tirando as teias de aranha. (…) Ok, há mais coisas do que aranhas, outros bichinhos se apoderaram do blog na minha ausência. Mais um segundo por favor, enquanto ajeito as coisas por aqui.

Enfim.

Não vou justificar minha longa ausência, porque como a maioria dos blogueiros, passo por períodos de sumiço tendendo a desistência. Os motivos estão incluídos no grande arquivo que se chama “vida pessoal”.

Ressurgi das cinzas por um motivo nobre. Estava pensando sobre os grandes mistérios do mundo. Qual seria a resposta para a maior pergunta do mundo? Eu não saberia sem antes saber a pergunta mais importante do mundo.

Certo, poderíamos construir computadores potentes para desvendar o mistério mais misterioso de todos os tempos. Mas isso levaria milhões de anos. E poderíamos chegar a uma resposta tão simples que ficaríamos embasbacados.  E se nosso mundo fosse governado por ratos?

Oras, depois de assistir ao  “The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy” ou “Guia do Mochileiro das Galáxias”, talvez seja certo que apareça uma certa paranóia, e é possível que estejamos envolvidos numa grande conspiração mundial, talvez intergaláctica. Mas não se assuste. É apenas impressão. NÃO HÁ CONSPIRAÇÃO! HAAAAA !!!

Não entre em pânico!

As pessoas são boazinhas, elas não conspiram (muito menos ratos), e é por isso que o mundo é tão perfeito de se viver.

O filme é uma adaptação à obra literária de Douglas Adams (que jaz em paz),  da qual surgiu uma poderosa franquia recheada de produtos que vão de livros, jogos, séries até programas de rádio. O filme teve sua estréia no país de Carmem Miranda no dia 03/06/05 (sim, porquê segundo o mundo somos todos mulatos, sabemos sambar e temos frutas nas cabeças). Para a versão das telonas com direito a guerra de pipoca foi adicionado um personagem pelo Douglas, o curioso e estranho Humma Kavula, interpretado pelo Sr°  John Malkovich. Humma pode ser descrito como um personagem…hum… nasal. No filme ele lidera uma seita pra lá de esquisita que idolatra o ato de espirrar e tem uma versão bastante excêntrica da criação do mundo que envolve secreção nasal. Qualquer ligação ou semelhança com qualquer seita ou religião real é mera coincidência. Assim como não existem conspirações no mundo, só existem igrejas boazinhas e salvacionistas.

Não é preciso ser o maior gênio do mundo para constatar que se trata de uma comédia. Alguns trechos são forçados, mas o filme em geral é bom.

Assitam ao filme!

Por favor, se forem baixar/locar/comprar/roubar opitem pela versão legendada. Houve problemas e decisões erradas com a dublagem, que vão estragar completamente a visão geral do filme.

Mais detalhes aqui!

E não se esqueçam de quatro coisas importantíssimas.

1° Se você não sabe a resposta, é porque a resposta é 42.

2° Se esse não é o lugar que você quer estar aperte o Gerador de Improbabilidade Infinita.

3° Esteja sempre com sua toalha.

e o mais importante…

4° Não entre em pânico!

The Hitchhiker's Guide to the Galaxy

The Hitchhiker's Guide to the Galaxy

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Para passar o tempo

Janeiro 7, 2009

Quem, afinal,  vê os videos que eu linko na lateral do blog?

É, ninguém tem a coragem de ver a lista imensa de vídeos do youtube que coloquei em “Assista!”. Provavelmente vão continuar inertes onde estão. E eu não deixarei minha mania de linkar tudo. Então, resolvi por alguns vídeos nesse post, e continuarei  em posts futuros sempre que me der na telha. Sintam-se a vontade para vê-los se quiserem. Estarão também linkados em “Assista!”. Sorte aos corajosos dipostos a seguir a saga ‘Em busca do link perdido’

Começando por viciados, ex-viciados, simpatizantes e afins de ragnarök. Para quem conhece o jogo (e existe alguém que não conheça?) ai vai:

Agora uma coisa para viciados em videogame.

Esses últimos são inutilidades engraçadas e curiosas que um grupo de pessoas fazem. O tipo de coisa que desejamos fazer com os amigos mas que nunca temos coragem e/ou tempo e/ou/também cara-de-pau para fazer.

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a procura de algo que preste…

Dezembro 19, 2008

Para as pessoas que entraram recentemente no blog e deram de cara com esse Garfield improvisado e de mau humor … por favor não se assustem. Eu sei que ele está fora de foco, mas foi a única coisa que encontrei para por na imagem de cabeçalho provisóriamente, antes que meu desenho fique pronto.

Ah sim… gostaria de avisar aos meus queridos amigos publicitários e designers que são ótimos com essa parte, e que são boas almas que tem scanner, que vou sugá-los até a última gota de sangue para me ajudarem a por algo decente no cabeçalho do blog.

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“Aprender é uma ‘multilação’”

Dezembro 14, 2008

Quem disse isso foi Manuel da Costa Pereira, em “Histórias de professores e alunos”, no conto chamado “Primeiras leituras”.

Esse conto foi usado como texto de apoio nesse útimo vestibular da UFMS  (30/11/08 e 1/12/08). Aliás, motivo da minha úlcera covarde, e principalmente do meu sumiço no blog ( o vestibular, não o texto de apoio).

Agora passando o texto pelo word antes de postar aqui, afinal também sou filha de Deus, percebi deslizes meus impagáveis. Sem contar que citei a frase do tal Manuel no título sem citá-lo no texto explicando de onde sugiu o trecho flutuante. Isso contribuiu para minha úlcera. Posso dizer que estou evoluindo para a fase terminal de tanto auto-ódio (se é que essa palavra existe). A pior parte, na minha opinião, foi o meu “L” adicional em mutilação. Que diabos é “multilação”? Matar alguém por excesso de multas? Cuidado leitores, burrice pega!

Eu só espero que eles (examinadores) tenham levado em conta as minhas aspas. Oxalá eles acreditem que foi recurso estilístico para exemplificar o trauma do aprendizado.

Enfim, eu ponho o texto que fiz para a prova de redação. A proposta era um texto do gênero memória. Coisa que eu entendi como uma maquilagem para crônica autobiográfica.

Lá vai…. seja o que Deus quiser!

“Aprender é uma multilação”.

Os tropeções eram soberbos. Dignos de grandes erros gramaticais. Felizmente quando corro pela folha não mais vejo os “muintos” de meus seis anos. Naqueles dias eu entendia por nasalização o emprego certo de “m” e “n” onde bem entendesse. E ainda hoje, confesso, teimo em separar o tal sujeito do predicado. Doravante entre os percalços de minha infância aprendi a saborear o livre fluxo das palavras no branco do papel.

Como a grande maioria dos adolescentes fui obrigada a ler os clássicos literários para um dia poder ser aprovada em um concurso, dito vestibular. Muitas vezes fora um ato mecânico. Estudava as escolas literárias, lia alguns livros e em seguida havia a prova. Coisas que a estrutura da educação de hoje possui. Mas com a graça de Baco tive loucos como professores. Antropófagos de nascença, capazes de tocar sinfonias em chinelas. Pareciam viver em constantes “insights” e me levavam a papear com todas as pessoas de Pessoa.

Levei o mundo da literatura e das sinestesias de Clarice para meus textos dissertativos. Nesse dia, a um canto da sala, minha professora de redação tomou-me para uma observação. Disse elogios sobre minhas curvas linhas. Mas ressaltou que em uma dissertação só havia espaço para linhas retas, bem concatenadas e lógicas onde a razão e objetividade gritavam em tamancos. Disse de meu texto subjetivo e um excesso de rococós. Mas era ela a clássica e barroca. Se havia alguém tomado de rococós não era eu, e sim a professora escondida debaixo da formalidade. Eu por outro lado expuz a alma e me escancarei no clímax, dita conclusão da dissertação.

Só que para meu desgosto ela estava certa. Há gêneros e gêneros e eu precisava segurar minhas euforias em textos mais comportados. Enfim aprendi a dissertar, mas amava o ritmo da crônica e a narrativa livre. Mesmo presa em gráficos e dados concretos fiz de minhas conclusões dissertativas pequenos manifestos, eu peguei a barata do conto de Clarice e a degluti para enfim ver “os mares nunca d’antes navegados”.

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Toki wo kakeru Shoujo (A garota que podia saltar no tempo)

Novembro 18, 2008
Toki wo kakeru Shoujo (A garota que podia viajar no tempo)

Toki wo kakeru Shoujo (A garota que podia saltar no tempo)

Está aí… conheçam a garota que podia saltar no tempo. Ela é Makoto, uma colegial atrapalhada com uma bike sem freios.

Todas as manhãs ela desce uma ladeira para ir para o colégio. Contudo um dia … um dia em especial… ela tem uma experiência instigante. Ao se aproximar do cruzamento do metrô, ela percebe estar com os freios da bicicleta quebrados. As sirenes da aproximação do metrô já tocam. O metrô está chegando. E então… pá! A bicicleta dela vai de encontro com o obstáculo móvel que já estava abaixado. A bicicleta vira para cima do metrô e leva Makoto junto.

Corte de cena.

Caso vocês queiram saber se ela morreu ou não, ainda que as chances de sobreviver a um metrô sejam ínfimas… clique aqui para baixar o filme. O download está dividido em quatro partes, baixe todas antes de assistir e leia o tutorial que o site oferece. Não sei vocês mas o anime shade é uma das minhas fontes preferidas de animes/filmes animelísticos.

Agora que eu já fiz apologia ao filme com minha pitada básica de spoiller (claro, porque isso é uma característica da minha personalidade), voltemos para Makoto.

Makoto é uma garota diferente das outras de sua idade. Enquanto a maioria das colegiais se declaram e morrem de suspiros por caras que mal sabem de suas existências – que fique bem claro que estamos falando do Japão – ela prefere jogar beisebol com Chiaki e Kousuke – também contribuindo para quebrar a imagem de colegial convencional, já que têm dois garotos como melhores amigos. Ela tem um irmãzinha, uma tia alternativa – porque mulher solteira que trabalha, no Japão, é sempre alternativa – e pais que cuidam da casa.

Ah sim, sim… ela salta no tempo, ok …

Isso também é uma peculiaridade. Mas acho que vou aprisionar aquela parte da minha personalidade que vocês tanto conhecem, e vou parar por aí, já fiz muito spoiller.

Portanto, tudo o que tenho a dizer caros senhores e senhoras é assistam ao filme!

E quando terminarem ficarei muito feliz se voltarem e comentarem no post suas opiniões sobre o filme…

oks?
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O Vesúvio de cada dia.

Outubro 20, 2008
Em 24 de agosto de 79 d.C. na cidade de Pompéia, o Vesúvio foi o responsável por acabar com praticamente 80% da população de total de 20 mil habitantes, depois de 900 anos de total inatividade.

Em 24 de agosto de 79 d.C. na cidade de Pompéia, o Vesúvio foi o responsável por acabar com praticamente 80% de um total de 20 mil habitantes, depois de 900 anos de total inatividade.

“Ela é uma pessoa calma.” Alguns leigos dirião de mim.

A eles eu esclareço meu temperamente como o meu amigo Vesúvio. Posso passar 900 anos de calmaria mas em algum momento posso explodir.

O que as pessoas não compreendem é simples. Se não houvesse pressões e forças ocultas nada discretas, eu ficaria feliz em ficar calminha. Sempre odiei brigas, o clima fica horrível. Hoje fujo delas como o Diabo foge da cruz. Evito pessoas, assuntos e situações.

Porém sempre há algo ou em especial alguém que me tira da divina tranqüilidade. Os resultados nunca são bons.

Uns dos meus mais freqüentes barracos ocorrem com meus pais. É um caso clássico de família. Minha idade não permite “língua de fora” e conflitos de adolescente sem causa. Não bato o pé porque quero ir ao show do Ira, no qual uma amiga da minha mãe ficou sabendo que lá tem drogas e um moleque foi baleado. Passei essa fase muito bem obrigada. O meu problema é conflito de ideologias. É um assunto para a vida inteira. Não vou me aprofundar.

Outro barraco que sempre ameaça ocorrer, mas que eu refreio, se refere à minha indignação diante de pessoas que não veêm um palmo diante dos olhos. Nesses momentos eu respiro fundo e penso comigo: ” Calma Priscila, não adianta falar isso. Têm que enxergar o caminho por si próprios.Talvez achem que é intromissão sua ou grosseria.” E realmente, posso falar, que minha intenção é sempre boa. Mas ao ver que alguns passam a vida toda na mesma tecla, isso me irrita. Será que não veêm as consequências? São cegos? Para meu desgosto minha incapacidade de modificá-los e esclarecê-los é tão grande quanto a cegueira deles.

A idéia de conformidade, infelizmente, parece que atinge o país todo como uma epidemia. ” Eu ganho pouco, mas é o suficiente para todos aqui. O que importa é ter saúde!”  Saúde? O cara pode estar com uma gangrena na perna e mesmo assim se dizer sadio. “É uma coisinha á toa, só coça um pouco!”

Pelo amor de Deus povo brasileiro! Deus não é brasileiro, não! Deus quer mais é que você se vire!

O caso que já virou clichê. O consumismo que empapa a todos. Não tenho problema nenhum com comprar e consumir. Mas se você quer gastar o rabo comprando com o que não tem, eu não acho uma boa idéia. Quer gastar? Trabalhe e adiquira conhecimento para isso antes de pensar em fazer qualquer outra coisa!

A terceira e última indignação e motivo da minha futura hérnia, é a juventude. Essa que se resumi na figura inigualável de minha irmãzinha mais nova. Felizmente ela não está grávida ou é uma menininha promíscua e fútil. Mas ela tem uma letargia que me dá comichão.

Enfim, pensando em minha futura hérnia, eu gentilmente procurei essa figura. De agora em diante declaro fundado o movimento “Foda-se!”.

Os que se identificarem com minha causa por favor sintam-se sócios.

Foda-se!

Foda-se!

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Recomendações cinematográficas II.

Outubro 14, 2008
CJ7

Clique na figura para ver o site do filme com o trailer. ^^

Como prometido, aqui vai “CJ7″. Ele é verde, é peludo, é flexível, e veio do espaço! Ele pode consertar tudo! E pode tanto te fazer coisas mirabolantes quanto uma perfeita merda (literalmente, assista ao filme para entender essa frase)

Essa coisa, sim porque não há outra definição melhor, é a coisa mais fofa que já vi. Ele parece um digimon com seus olhos grandes e brilhantes e é tão adorável e receptivo quanto aquele seu bichinho de pelúcia de infância. Ele é o “brinquedo” de um garotinho chinês extremamente pobre e foi achado no lixão pelo seu pai enquanto procurava por um par de tênis. Aliás, esse cara (estrelado por Stephen Chow Kinda), o pai do garoto, é uma figura. Dou nota dez no papel de pai. E a relação dos dois é muito legal. Ele é um pai sem igual. Apesar de serem pobres ele gasta tudo o que ganha para pagar uma boa escola para o moleque. Diz que mesmo sendo pobre, se tiver estudo e conhecimento você será alguém na vida e todos te respeitarão. Não se deve brigar nunca, não se deve pegar o que não lhe é de direito. Enfim, ele é super-mega-ultra-supimpa-paizão. O CJ7 aparece por acaso mas o papel dele no filme é insubstituível, há uma razão para estar lá.

Enfim, assitam ao filme! É ótimo!

p.s.: certifiquem-se de ter ao lado alguns lencinhos de papel.

p.p.s.: Aliás, o Stephen, que faz o pai em “CJ7″, já esteve em “Kung-fusão” e atualmente está ajudando a organizar o script de “Dragon Ball” juntamente com James Wong. Existe uma idéia por parte dos entusiastas de que o filme teria o mesmo estilo de “Kung-fusão”contudo em respota ao site Comingsoon.net, Stephen Chow diz ser o diretor Wong muito capaz e saber com o que seu filme deva se parecer. É esperar para ver.